Phantom Blade Zero: nota 88 supera todos os soulslikes
Phantom Blade Zero chegou a 88 no Metacritic e entrou na briga pelos melhores jogos de 2026. Veja o que os críticos elogiam e o que criticam.
Todo ano surge um jogo que muda a conversa sobre os melhores lançamentos. Em 2026, esse papel está sendo disputado por Phantom Blade Zero, o jogo de ação inspirado em Wuxia, desenvolvido pela S-Game. As análises saíram e colocaram o título entre os mais bem avaliados do ano.
Segundo o Polygon, o jogo está com 88 no Metacritic e superou os demais soulslikes de 2026. Neste post, resumimos o que a crítica diz, sem exagero e sem spoilers.
Primeiro, o vocabulário
Wuxia é um gênero de histórias e filmes de artes marciais chineses, com heróis que fazem proezas quase impossíveis, como lutar no ar e atravessar telhados. Se você já viu um filme com combates coreografados cheios de saltos e espadas, já viu Wuxia.
Kungfupunk é como a crítica descreve a estética do jogo: artes marciais misturadas com um visual mais moderno e sombrio.
Soulslike é o nome dado a jogos de ação em que o combate é exigente e errar custa caro. Em vez de apertar botão sem pensar, você precisa esquivar e rebater (o famoso "parry") no momento certo. A reportagem do Polygon encerra o assunto com a frase "o povo ama um bom parry". Note que o jogo se apresenta como uma ação Wuxia, e é o Polygon que o coloca nessa conversa dos soulslikes.
A tabela de 2026
De acordo com o Polygon, a nota de 88 coloca Phantom Blade Zero na frente de outros jogos de ação de peso lançados em 2026:
- Control Resonant
- 007 First Light
- Saros
Ele ainda fica atrás de dois jogos de corrida: Star Wars Galactic Racer, empatado em 88, e Forza Horizon 6, com 90. O Polygon observa que o resultado pode ajudar nas chances de uma indicação ao Game Awards de dezembro.
Se você acompanha a polêmica de hardware do ano, vale lembrar que Control Resonant apareceu no nosso texto sobre a RTX 5090 que não roda o jogo a 60 FPS.
O que cada crítico disse
| Veículo | Nota | Resumo |
|---|---|---|
| IGN (Travis Northup) | 9/10 | Um dos melhores jogos de ação em muito tempo. Combate de destaque que não envelheceu em 50 horas. História de traição e vingança joga seguro. |
| GameSpot (Richard Wakeling) | 8/10 | Combate tão bom que faz esquecer que a história não faz sentido. Adorou a estética kungfupunk. |
| VGC (Dave Aubrey) | 4 estrelas | Elogiou o cenário e a ação vertiginosa. Diz que é mais forte que jogos do mesmo tipo, como Black Myth: Wukong. Achou narrativa e personagens sem graça. |
| Eurogamer (Emma Kent) | 3 estrelas | Animações e cenários excepcionais, mas ritmo irregular: lutas frenéticas contra inimigos comuns e chefes lentos. |
| Polygon (Paulo Kawanishi) | Sem nota no resumo | Chamou de "jogo perfeito de artes marciais", com o bom e o ruim disso: espetáculo no lugar de interatividade. |
Detalhes dos textos citados:
- IGN apontou ainda algumas barreiras invisíveis e problemas técnicos que causam frustrações pequenas, mas a maior parte da experiência foi, nas palavras do crítico, excelente.
- GameSpot descreveu a sensação de estar no meio de um filme de artes marciais chinês, fazendo movimentos que não deveriam ser possíveis em jogos de ação em terceira pessoa.
- Eurogamer elogiou o fluxo do combate nas brigas de rua com vários inimigos, mas sentiu que, nos chefes, parece estar "esperando a vez com uma espada de madeira". A crítica também comentou que restrições do embargo impedem de detalhar as partes boas da narrativa.
- Polygon disse que, por mais deslumbrante que a estética seja, o jogo não confia o bastante no jogador para executar as habilidades.
O consenso e a divergência
Onde todos concordam:
- O combate é o grande destaque.
- A direção de arte e as animações impressionam.
- A inspiração em filmes de artes marciais funciona.
Onde as opiniões se dividem:
- A história é o ponto mais citado como fraco, com críticos de IGN, GameSpot, VGC e Polygon apontando falta de clareza ou de interesse.
- O ritmo do combate, que para a Eurogamer oscila demais entre luta comum e chefe.
- O equilíbrio entre espetáculo e controle, que para o Polygon sacrifica um pouco a interatividade.
O que isso significa para quem quer jogar
Esta parte é leitura nossa, a partir das críticas:
- Se você gosta de combate técnico: as notas indicam que este é o ponto forte do jogo.
- Se você joga por história: vale ler as análises completas antes. Quase todas apontam a narrativa como o elo mais fraco.
- Se você pensa em comprar na promoção: lembre do hábito de acumular jogo e não jogar, que discutimos em Por que você compra na Steam e nunca joga?. Escolha pelo gênero que você realmente curte.
Sobre requisitos de PC e plataformas, as fontes consultadas não trazem esses dados, então não vamos chutar. Confira na página oficial da loja onde for comprar.
Mais sobre a safra de 2026
Se a conversa sobre os grandes lançamentos do ano te interessa, estes textos do Flateek complementam:
- Wardogs vendeu 1 milhão no dia 1: o fenômeno da semana no Steam mostra como um lançamento pode explodir (e derrubar os próprios servidores).
- GTA 6 na Netflix: tudo que vimos nos previews do jogo cobre o outro grande assunto do ano.
Resumo rápido
- Phantom Blade Zero, da S-Game, está com 88 no Metacritic, segundo o Polygon.
- Ficou à frente de Control Resonant, 007 First Light e Saros, e atrás de Forza Horizon 6 (90).
- IGN deu 9/10, GameSpot 8/10, VGC 4 estrelas e Eurogamer 3 estrelas.
- O combate e o visual kungfupunk são unanimidade. A história é o ponto fraco mais citado.
- O resultado pode ajudar numa indicação ao Game Awards de dezembro.
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